...espasmos de lucidez podem gerar avalanches de idéias, ou não.

sábado, novembro 20, 2010

Quotidiano com 'qu'.

O fato é que não existe uma 'ordem natural das coisas' e, por conseguinte, as injustisças decorrentes de 'pular etapas'. Não é porque outrem conseguiu mais facilmente que merece menos crédito ou será 'menos recompensado' depois. Não existe o depois e um ajuste de contas que iguala a suposta balança da vida; apenas é mais simples de aceitar as coisas dessa forma.
O egoísmo e as demais mazelas quotidianas se tornam cada vez mais evidentes e questionáveis para mim. E, por mais antagônico que pareça, conviver com elas é mais simples dessa forma; sinto que valorizo melhor as coisas que merecem e vivo mais desapegado às mentiras intrínsecas aos costumes da sociedade.
É simples falar sobre, e difícil mudar velhos hábitos... O melhor, por enquanto, é rir do circo imbecil que armamos e servimos de elenco todos os dias; afinal, ridendo castigat mores.

terça-feira, novembro 16, 2010

Fobia.

Gerada nos confins macabros de uma mente trovoada, a centelha maligna do temor floresce e gera frutos propagando sua imunda raça. Eis o equivalente conteporâneo do Leviatã ou Hades a atemorizar um alguém; embora nem tão jovem, posto que já desgostava trovadores, romancistas, impressionistas, parnasos nem tanto... Dos bramidos inertes e alvos pedaços virgens cedentos por rabiscos pairam os temores inerentes ao ato de traduzir em palavras os códigos da mente.
Indubitavelmente, meu temor é: não conseguir ser objetivo.

domingo, outubro 03, 2010

Chocolates, rosas e vinho tinto.

O dia amanheceu cinza, o ônibus cheio e a mente flutuante. Mirando o horizonte, via o desenrolar de um filme mental incrível, repleto de particularidades que poderiam, ainda, torna-se lembranças. As avenidas pulsavam com a pressa dos veículos, a poluição visual cuspia proganda política aos olhos, transeuntes conversavam, crianças uniformizadas andavam. E eu, não...

Ia, sem pressa; Via, em nada associava; Dialogava, no mais completo silêncio; Diferente, no mesmo padrão... Permaneci nesta inércia aparente, embora sentisse algo diferente. Talvez apenas o tradicional anseio que precede algo diferente/trabalhoso (tipo algebra), mas acredito que não. Quando tendo a preocupar/importar-me com algo, ponho 'tudo' em outro contexto que seja superior (o que não é um desafio) e confiro o quão triviais são estes obstáculos diários e o quão fúteis são a maioria das pessoas (obviamente, não me excluindo). Vendo assim, todo o cotidiano torna-se uma enfadona jornada; nem tanto, o aproveitar da viagem (invés ao da chegada) caracteriza os satisfeitos com a existência (os ditos felizes); mas... Algo é preciso.

Há algo que chama a atenção na riqueza adquirida e algo que seduz na pobreza voluntária; algo mágico no mar e no ar, no deslizar, no fluir, no meditar, no esclarecer e, especialmente, há algo especial lá, onde quer que seja. É claro! A mesma conclusão por outro caminho. Começo a entrar na marcha homogênea e, abruptamente, venho ao mesmo ponto (aparente); 'embora sinta algo diferente'...

E o título..?! Ah, isso é outra história...

domingo, setembro 19, 2010

Anotações de um acampamento solitário.

Florianópolis, 26 de junho de 2010. .

Saí, enfim saí. Para todo lado está nublado, espero que o tempo ajude-me...Não sei bem para onde, ou o porque; mas estou indo... .

(...)

CONSEGUI! Hahaha!

Há uma fogueira estralando e estou protegido do vento sob este teto de poliéster. I made it! Pena o céu estar parcialmente nublado por eu não poder admirar as estrelas longe da poluição luminosa da cidade. Cerca de três horas depois de ter deixado a Praia da Armação para trás, cheguei na Lagoinha do Leste. Não dá para escrever muito mais, está muito escuro; minha fogueira é pequena. As primeiras (estrelas) que avistei foram Alpha e Beta do Centauro, logo depois o cruzeiro. A lua está maravilhosa! Totalmente cheia e, ainda a pouco, estava tão laranja quanto o meu fogo! Estou vivo! Boa noite!

(...)

Bom dia!

Levei alguns sustos infundados, mas dormi muito bem. A trilha que leva do Matadouro (Armação) até a Lagoinha é relativamente puxada e cheia de vizuais espetaculares. Montei acampamento em uma clareira da restinga; nem muito próximo da praia nem na beira da Lagoinha.

(...)

Lembrar é reviver internamente; e viver é o que fazemos quando não estamos pensando nisso.

terça-feira, agosto 24, 2010

Origem.

'Algo' veio-me após a última aula de de álgebra. Para leitores matematicamente mais avançandos não é nada de de mais; mas no geral é algo, minimamente, curioso. O que é a origem? Nada de especial; pelo menos matemáticamente. Um ponto referencial, sim; mas coloco-o onde e como convir. [Para tornar mais tangível, imagine o clássico e familiar sistema cartesiano 'x por y'; certo de que os planos são infinitos, tanto faz onde as linhas 'x e y' cruzam-se formando a origem] Transcendendo este conceito, interessantes idéias tomam forma... Antes, depois, como, porque e, principalmente, quem; tornam-se termos módicos nesse contexto. . Engraçado, não é a primeira vez que chego a esta conclusão.

terça-feira, agosto 03, 2010

Reticências oníricas.

E brincávamos por todos os lados... Quando lhe perguntei se o livro era bom, ela olhou-me com um sorriso e disse não... E a verdade mesclava o livro... O homem, o pai, o boi..? ..porque dez horas ele voltaria... Um dia o mato ficou grande...
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Questiono não só o sonho... Mas a 'vida' que ele mostra: um aviso, um reflexo, uma súplica..?!
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Fragmentos de um sonho, e posterior nota, de meados de 2008.

quinta-feira, julho 22, 2010

Conjunção.

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Florianópolis, 20 de julho de 2010 - 17:44
-Lua crescente e o planeta Vênus.

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